Nao me digam que existem coincidencias. Nao sou como a pega que escreve porque alguem lhe disse que tinha jeito. Eu dizia-vos (ou escrevia-vos – ja viram a ironia?) para o que ela deve ter jeito, mas voces ou ja sabem ou entao ela nem para isso serve. Bem, esquecendo o precalco em Rebelos Pintos, nao existem mesmo coincidencias. Acreditem no que quiserem, como a historia do homem na lua (homem ou americano, atencao as diferencas), mas eu sei o que digo, sei pois! O quotidiano prova o que defendo, escutem aquela frase que sai em jeito de desbloqueador de conversa: “Quem diria que iamos estar aqui sentados com uma jola na mao depois de tantos anos? Que coincidencia hein?”, qual coincidencia seu estupido, de coincidencia tem nada, queriamos os dois uma cerveja e estavamos no mesmo sitio, chama-se vontade, e todos temos vontade, uns mais que outros, mas temos. Nao entremos por ai. Nao se acreditem tambem que ha coincidencia alguma no encontrar daquela rapariga com quem andamos a sonhar ha 2 semanas: “Olha Diga, esta ali a Teresa, ja viste a coincidencia de a encontrarmos aqui?”, mais uma vez errado, nao existe aqui qualquer elemento coincidencial, provalvemente (diria com 99%) a escolha do sitio foi desde ja condicionada pelo facto da Teresa poder eventualmente aparecer. As vezes ela nao aparece mesmo, e entao nem coincidencia, nem sorte, nem bem informados fomos, caramba como detesto telemoveis. Mas passemos a frente por favor. Relembro tambem o classico puxar da coincidencia quando temos um amigo comum, um local onde iamos em comum, sei la, este tipo de idiotices, ora vejam: “Tas a gozar? Nao me digas que conheces o Diga, o mundo eh mesmo uma ervilha, que coincidencia, ja viste”, qual coincidencia qual que. Primeiro, conhecer-me eh normal, sou um tipo famoso, faco por isso, segundo, quando moras na mesma cidade (pequena) e vais aos mesmos sitios eh natural que conhecas pessoas em comum, estranho eh nao conheceres o palerma que esta a falar contigo. De coincidencia tem zero, claramente enganoso. Ate na desgraca voces (desgracados) procuram as coincidencias, essa uniao ate no sofrimento: “O teu pai tambem esta morto? Que coincidencia...”, coincidencia o c***, estao eh os dois sem pai, as minhas condolencias.
Leiam bem, antes que se enganem, nao ha coincidencias.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Pois
Nao tinha dito, mas tenho namorada. Nao sei o que aconteceu, ou melhor sei, arranjei namorada. Sabem o mais engracado? eh gira, simpatica, divertida e interessante. Acrescento, diz que gosta de mim. E eh portuguesa, que eu nao confio em estrangeiros. Um pouco como o pajem quando vai ao corte ingles e compra atum ramirez. Ela chama-se Sara por sinal.
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Sugestao para comunidade reprimida
Com saia sem saia, com aquele calcao curto para o qual nao inventaram um nome, mais menos comprido no tecido. Eu gosto de pernas, femininas diga-se, apesar de continuar sem perceber a diferenca entra a perna masculina chinesa e a perna feminina universal. Pormenores. Eu gosto de pernas, e isso sobressai nesta curta informacao. Acho que o aquecimento global pode ate ter mao de alguem que partilha a minha visao, calor acumulado em troca de pernas despidas, seja quem for um grande bem-haja a sua pessoa.
Conselho do dia
Come japones BBQ, a comida satisfaz, o preco aceitasse e tens direito a estomago confortavel para longa noite de estupidez.
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Boas noticias
Dia 29 Setembro a 1 Outubro, seminario da Eurosport em Dublin.
Plano: Lisboa de 25 a 29 de Setembro + de 1 a 5 de Outubro.
Ninguem, mas ninguem se atreva a nao estar presente. Vai para 8 meses sem respirar Europa/casa, nao me lixem.
Se a casa de Melides estiver pronta, no segundo fim de semana ha churrascada com minis e vinho para grupo de amigos embriagados.
Saudades
Plano: Lisboa de 25 a 29 de Setembro + de 1 a 5 de Outubro.
Ninguem, mas ninguem se atreva a nao estar presente. Vai para 8 meses sem respirar Europa/casa, nao me lixem.
Se a casa de Melides estiver pronta, no segundo fim de semana ha churrascada com minis e vinho para grupo de amigos embriagados.
Saudades
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
As calcas certas
Domingo ao Sol
Domingo 2 de Agosto, dia mais quente e humido do ano em HK.
Domingo 2 de Agosto, amigavel contra equipa da 2 divisao das 12h as 14h.
Que grande ideia esta.
35 graus com quase 90% de humidade. Estou a pesar menos 3 quilos pelo menos. E agora sempre que vejo o sol sair escondo-me atras dos caixotes. Fiquei queimado em 2 horas o correspondente a uma semana de praia no Algarve.
Domingo 2 de Agosto, amigavel contra equipa da 2 divisao das 12h as 14h.
Que grande ideia esta.
35 graus com quase 90% de humidade. Estou a pesar menos 3 quilos pelo menos. E agora sempre que vejo o sol sair escondo-me atras dos caixotes. Fiquei queimado em 2 horas o correspondente a uma semana de praia no Algarve.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Desilusao em formato cinematografico
SOS Expires
Como? Nao sei, nao percebi, mas deixei acontecer. Porque? Fazia sentido, e continua a fazer. Quem? Tu, porque em ti penso a cada segundo. Quando? Nao sei, aconteceu, porque eu deixei, e tu tambem. Mesmo? Sim, que querias que fizesse? Gosto de ti. Estas bem? Nao podia estar melhor. Alias, podia. Se estivesses aqui, se tivesse o teu ombro, se os teus labios me acariciassem e sentisse a tua repiracao proxima do meu ouvido. O que? Eh isso mesmo que estas a ler, queria-te aqui, nao assim, queria-te sempre.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
SOS relacao
Relacoes, relacoes, esse assunto polemico. As relacoes sao sempre pautadas por problemas, sejam eles importantes ou nao, estao la sempre. Dilemas constantes que impedem que tenhamos uma visao simplista dos assuntos mais comuns. Eu sou mau nisto, nao tenho jeito, nasci sem o dom, nao sei. A verdade eh que nao sei que fazer para melhorar, ou se calhar sei mas nao quero mudar, nao sei. Vamos por isto de uma forma simples, como talvez isto seja, o que eh que eu faco numa relacao? Qualquer conselho serve, vamos malta amiga, ajudem um pobre caso “quase” perdido. Existe urgencia camaradas, existe urgencia.
Obrigado em avanco, como dizem os gualeses
Obrigado em avanco, como dizem os gualeses
terça-feira, 28 de julho de 2009
Totti, um Deus, um nome, uma so camisola

Nao eh, nem sera segredo para ninguem que Totti eh o mais proximo de idolo que tenho, no futebol e, porque nao, na vida. Nao eh perfeito, nem creio que tal coisa exista, mas ele significa, para mim, que no futebol, assim como na vida, ainda ha quem siga o coracao acreditando num ideal. Seja em que trabalho for, a sociedade actual caracteriza-se por uma camabada de mercenarios que encobrem a falta de respeito e educacao evocando “ambicao”. Eu sou ambicioso tambem, mas acredito que nas nossas decisoes (e em particular no desporto/futebol), se deve ganhar um sentimento de carinho pela empresa, clube ou instituicao a que pertencemos. Um sentimento que nos faca, antes de mais, respeitar as pessoas que a/o involvem, assim como quem as/os apoia.
Tudo isto eh Totti.
Renova por mais 5 anos com a AS Roma. Mais um distincao (jogador com mais golos marcados na Serie A apenas por um clube), mais uma jura de amor, mais um exemplo para os demais, mais uma licao do Deus de Roma. O carisma, simpatia e humildade de Totti, ultrapassam qualquer barreira cultural, gosto por futebol ou paixao clubistica. O facto de nao ter conhecido outra camisola, adeptos, estadio ou cidade fazem dele um exemplo quase unico no futebol (e porque nao no dia-a-dia laboral do universo) nao compravel a Raul, Buffon ou Del Piero. Ao contrario dos ultimos, Totti nunca teve a possibilidade de lutar por uma Champions e apenas ganhou um campeonato de italia, afastou-se da elite futebolistica em prol de uma paixao, AS Roma.
Para quem nao sabe, Totti quase nao pode sair a rua em Roma. Eh visto como um deus pelos adeptos da ASR e respeitado pelos laziale (talvez o unico jogador da Roma respeitado pelos adeptos da Lazio na historia dos 2 clubes). Totti representa bem mais que um jogador de futebol, ele representa a cidade, a paixao romana e italiana, representa a simplicidade, o compromisso, a palavra, o amor “a camisola”.
Quem o conhece diz que eh um homem de familia exemplar, estando super proximo dos pais/irmao e tambem mantendo uma relacao saudavel com a sua mulher Ilary bem como a paixao que tem pelos filhos. Sempre esteve ligado a projectos de reconstrucao da sociedade romana, assim como a projectos humanitarios em Italia. Nem tudo sao rosas, Totti nunca teve acesso a estudos e tambem pela sua humildade/inocencia, eh conhecido pelas calinadas que da em discursos publicos, por calinadas falamos erros de conjugacao de Italiano. Mas Totti eh grande, eh unico, eh a grande razao pela qual ainda acredito numa esperanca para o futebol como o desporto mais bonito do mundo.
Tudo isto eh Totti.
Renova por mais 5 anos com a AS Roma. Mais um distincao (jogador com mais golos marcados na Serie A apenas por um clube), mais uma jura de amor, mais um exemplo para os demais, mais uma licao do Deus de Roma. O carisma, simpatia e humildade de Totti, ultrapassam qualquer barreira cultural, gosto por futebol ou paixao clubistica. O facto de nao ter conhecido outra camisola, adeptos, estadio ou cidade fazem dele um exemplo quase unico no futebol (e porque nao no dia-a-dia laboral do universo) nao compravel a Raul, Buffon ou Del Piero. Ao contrario dos ultimos, Totti nunca teve a possibilidade de lutar por uma Champions e apenas ganhou um campeonato de italia, afastou-se da elite futebolistica em prol de uma paixao, AS Roma.
Para quem nao sabe, Totti quase nao pode sair a rua em Roma. Eh visto como um deus pelos adeptos da ASR e respeitado pelos laziale (talvez o unico jogador da Roma respeitado pelos adeptos da Lazio na historia dos 2 clubes). Totti representa bem mais que um jogador de futebol, ele representa a cidade, a paixao romana e italiana, representa a simplicidade, o compromisso, a palavra, o amor “a camisola”.
Quem o conhece diz que eh um homem de familia exemplar, estando super proximo dos pais/irmao e tambem mantendo uma relacao saudavel com a sua mulher Ilary bem como a paixao que tem pelos filhos. Sempre esteve ligado a projectos de reconstrucao da sociedade romana, assim como a projectos humanitarios em Italia. Nem tudo sao rosas, Totti nunca teve acesso a estudos e tambem pela sua humildade/inocencia, eh conhecido pelas calinadas que da em discursos publicos, por calinadas falamos erros de conjugacao de Italiano. Mas Totti eh grande, eh unico, eh a grande razao pela qual ainda acredito numa esperanca para o futebol como o desporto mais bonito do mundo.
http://www.youtube.com/watch?v=VvIntafLa9o
http://www.youtube.com/watch?v=t7tgRsZfrqk
http://www.youtube.com/watch?v=t7tgRsZfrqk
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Um programa diferente
Ontem fui ao cinema. Sim, eu fui ao cinema. Razao? Queria ver o Harry Potter. Perguntam voces, gostaste do HP? Nao sei, ja nao havia lugares para o Harry e para nao deixar mal a minha companhia, fui ver o Ice Age 3. Esta giro, eh divertido e tal, e foi muito fixe porque o filme rodou em 3D. Bem, foi isto.
Vou para Macau jantar agora. Vou la pela comida portuguesa, tenho muitas saudades. Volto amanha criancas, nada de choros.
Vou para Macau jantar agora. Vou la pela comida portuguesa, tenho muitas saudades. Volto amanha criancas, nada de choros.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Em Hong Kong tambem existem duvidas sem certezas
Queria falar de duas situacoes, uma eh uma simples analise do povo chines outra um acontecimento banal de fim de semana.
Gostava que alguem sano me conseguisse explicar o porque desta raca nao saber andar na rua. Nao eh que eles tenham um andar esquisito, nao eh que andem especialmente devagar ou rapido, nao sao os passeios que sao demasiado curtos ou largos, sao eles mesmo. Nao tem direccao definida, parecem alcoolicos totalmente descontrolados soltos na calcada. Param quando se lembram, mudam de passada com o vento, passam da esquerda para a direita por razoes que com certeza nao saberao explicar. Ja la vao quase 8 meses e a situacao atormenta-me a todas as vezes que decido sair de casa, ja passei noites em claro procurando uma explicacao, um motivo cultural, fisico ou psicologico. Cheguei a conclusao que nao existe, aposto que seria um negocio lucrativo abrir uma escola de “aprendizagem de caminhar em publico”.
Passando a assuntos menos perturbantes, este sabado o Goncalo gentilmente organizou um passeio de barco (vulgo Junk Trip) em homenagem ao povo portugues perdido nos encantos da bela cidade de HK, ou Asia no geral. Em acordo com o unico restaurante “portugues” em HK, que providenciou os comes e bebes, partimos na simpatica embarcacao na aventura de uma passeio sem rumo.
O dia comecou com uma suspeita de tufao, sim em HK eh normal por esta altura haverem tufoes, mas obviamente os tugas nao iriam abdicar de comida e bebida sem fim num barco ao largo das aguas de HK. A viagem ate a praia onde acabamos por atracar foi dura, o mar estava agitado e o caminho pareceu mais longo que o que realmente era. Por entre bastantes cervejas, vinho branco e um espumante Mateus Rose (JESUS!!!) la chegamos a Deep Water Bay, onde ja parados comecou a refeicao. Com o barco parado era obvio que iamos nadar e experimentar as aguas limpas de HK (que anedota). Aqui comecou um capitulo (O capitulo) importante desta tarde/noite. Ao ver 2 alemaes chegarem ao nosso barco vindos de outra embarcacao, eu e o Rodrigo (portugues acabadinho de chegar para tomar o trabalho de senhor Antonio) resolvemos fazer uma visita ao barco deles tambem. La nadamos a longa distancia (parecia muito mais perto visto do barco) e ao chegarmos fomos muito bem recebidos com cervejinha e boa disposicao dos presentes. Ora um dos alemaes, ja bem bebido e perante o nosso desafio de nadar de volta para o barco, resolveu fazer-nos companhia. Chegando ao nosso destino com o alemao como nosso acompanhante, recebido por entre vinho portugues e gente simpatica, ainda distraido perdeu a nocao do tempo. Ora nao eh nosso (dele principalmente) espanto que o barco dele abandona o local com o seu tripulante perdido em territorio portugues. Conclusao, alemao sem roupa, dinheiro e telemovel a bordo de embarcacao de portugueses embriagados. Nada de bom podia sair daqui, e nao saiu de facto. La acabou a nossa jornada e por entre uma viagem de autocarro absolutamente surreal (da qual terei fotografias mais tarde seguramente, autenticas perolas) o alemao veio ate minha casa com o antonio onde lhe dei roupa e alcool. Resolvemos entao ir jantar fora nesta linda figura, bebedos, sem tomar banho e prontos para qualquer coisa. Posso dizer-vos com toda a honestidade, que nao me lembro sequer do jantar, perdi a conta a noite e nao vos quero contar a quantidade de coisas que fui sabendo no domingo. Fiz telefonemas que nao devia ter feito, aparentemente beijei uma rapariga casada (ela tambem so me avisou depois) – de referir que a culpa foi do rodrigo, e para culminar uma noite absolutamente surreal, duas raparigas dormiram na minha cama e eu na sala. Inedito, duas raparigas a dormirem em minha casa e nao houve nada, e gracas a deus que nao houve, ate tinha medo do que poderia fazer.
Fica a experiencia e a aventura, a repetir mas com mais calma esta bem? Assim eh muito exigente.
Fotos autorizadas:

Gostava que alguem sano me conseguisse explicar o porque desta raca nao saber andar na rua. Nao eh que eles tenham um andar esquisito, nao eh que andem especialmente devagar ou rapido, nao sao os passeios que sao demasiado curtos ou largos, sao eles mesmo. Nao tem direccao definida, parecem alcoolicos totalmente descontrolados soltos na calcada. Param quando se lembram, mudam de passada com o vento, passam da esquerda para a direita por razoes que com certeza nao saberao explicar. Ja la vao quase 8 meses e a situacao atormenta-me a todas as vezes que decido sair de casa, ja passei noites em claro procurando uma explicacao, um motivo cultural, fisico ou psicologico. Cheguei a conclusao que nao existe, aposto que seria um negocio lucrativo abrir uma escola de “aprendizagem de caminhar em publico”.
Passando a assuntos menos perturbantes, este sabado o Goncalo gentilmente organizou um passeio de barco (vulgo Junk Trip) em homenagem ao povo portugues perdido nos encantos da bela cidade de HK, ou Asia no geral. Em acordo com o unico restaurante “portugues” em HK, que providenciou os comes e bebes, partimos na simpatica embarcacao na aventura de uma passeio sem rumo.
O dia comecou com uma suspeita de tufao, sim em HK eh normal por esta altura haverem tufoes, mas obviamente os tugas nao iriam abdicar de comida e bebida sem fim num barco ao largo das aguas de HK. A viagem ate a praia onde acabamos por atracar foi dura, o mar estava agitado e o caminho pareceu mais longo que o que realmente era. Por entre bastantes cervejas, vinho branco e um espumante Mateus Rose (JESUS!!!) la chegamos a Deep Water Bay, onde ja parados comecou a refeicao. Com o barco parado era obvio que iamos nadar e experimentar as aguas limpas de HK (que anedota). Aqui comecou um capitulo (O capitulo) importante desta tarde/noite. Ao ver 2 alemaes chegarem ao nosso barco vindos de outra embarcacao, eu e o Rodrigo (portugues acabadinho de chegar para tomar o trabalho de senhor Antonio) resolvemos fazer uma visita ao barco deles tambem. La nadamos a longa distancia (parecia muito mais perto visto do barco) e ao chegarmos fomos muito bem recebidos com cervejinha e boa disposicao dos presentes. Ora um dos alemaes, ja bem bebido e perante o nosso desafio de nadar de volta para o barco, resolveu fazer-nos companhia. Chegando ao nosso destino com o alemao como nosso acompanhante, recebido por entre vinho portugues e gente simpatica, ainda distraido perdeu a nocao do tempo. Ora nao eh nosso (dele principalmente) espanto que o barco dele abandona o local com o seu tripulante perdido em territorio portugues. Conclusao, alemao sem roupa, dinheiro e telemovel a bordo de embarcacao de portugueses embriagados. Nada de bom podia sair daqui, e nao saiu de facto. La acabou a nossa jornada e por entre uma viagem de autocarro absolutamente surreal (da qual terei fotografias mais tarde seguramente, autenticas perolas) o alemao veio ate minha casa com o antonio onde lhe dei roupa e alcool. Resolvemos entao ir jantar fora nesta linda figura, bebedos, sem tomar banho e prontos para qualquer coisa. Posso dizer-vos com toda a honestidade, que nao me lembro sequer do jantar, perdi a conta a noite e nao vos quero contar a quantidade de coisas que fui sabendo no domingo. Fiz telefonemas que nao devia ter feito, aparentemente beijei uma rapariga casada (ela tambem so me avisou depois) – de referir que a culpa foi do rodrigo, e para culminar uma noite absolutamente surreal, duas raparigas dormiram na minha cama e eu na sala. Inedito, duas raparigas a dormirem em minha casa e nao houve nada, e gracas a deus que nao houve, ate tinha medo do que poderia fazer.
Fica a experiencia e a aventura, a repetir mas com mais calma esta bem? Assim eh muito exigente.
Fotos autorizadas:

segunda-feira, 6 de julho de 2009
Vidas duplas
Nao entendo as pessoas que vivem uma vida dupla. Nao entendo como se guardam segredos dos nossos amigos mais proximos. Gosto de pessoas misteriosas, tem um toque algo sedutor e logicamente quando acompanhado de uma personalidade complexa, o segredo eh “compreensivel”, ate caracteristico. Mas enerva-me, irrita-me, apetece-me ser assim tambem.
A falta de transparencia sempre me deixou confuso, admito que ha muitas pessoas que assim limpam ou escondem uma imagem que poderia ser reveladora de todos os seus defeitos, mas eu defendo que quem gosta de mim tem de me conhecer por completo, ou seja, os piores defeitos assim como todas as possiveis virtudes. Sou o que sou, nao preciso de fazer 30 por uma linha para esconder ou reparar males pelos quais sou responsavel, ha quem lhe chame ingenuidade, eu chamo-te simplicidade. Cada vez estou mais desconfiado das pessoas, das suas vontades, do seu passado, do seu presente, das suas verdades, das suas crencas. Quando conhecemos uma pessoa bem, julgamos saber o que esperar, julgamos conhecer a sua vida, as suas motivacoes, o seus gostos, as suas vontades, as experiencias e sonhos. Mas nao. As pessoas guardam sempre um lado obscuro (nem sempre no sentido negro da palavra) onde so vai quem elas sabem nao as julgar. Deve ser por isso que nao me deixam entrar la, porque eu julgo, todos deviamos julgar. Nao julgar por prepotencia, julgar por amizade, julgar em sentido critico afim de tornar quem gostamos uma melhor pessoa. Julgar porque so assim progredimos. Que sentido tem a vida se esconder os meus desejos e atitudes mais deploraveis? Nenhum, sao eles que construiram parte do que sou, fui ou serei. Detesto duplicidades, detesto olhar para alguem que esta ao meu lado e pensar: “sera que esta pessoa estara amanha a dizer que eu nao presto a pessoas que nem sei que conheco?”, “sera que esta pessoa sai de casa a noite e vai roubar os velhos que procuram um abrigo?”, “sera que esta pessoa se encontra em segredo com a minha namorada enquanto trabalho?”. Nao sabemos com o que contar, odeio isso.
Eu sei quem sou, nao sou melhor nem pior do que nenhuma outra pessoa. Sou diferente, e isso faz de mim a pessoa que sou. Mesmo para alguem que me conhece ha pouco tempo, sabe dos meus defeitos, e se eh meu amigo/a eh porque me respeita e eh capaz de conviver com tais problemas. Poderao haver surpresas, porque nos nao somos robots, nao seguimos um padrao de informacao como um computador, mas sabemos o que queremos e o respeito e tranparencia para com os que nos estao proximos sao basicos seja na amizade como no amor.
Tenho dito.
A falta de transparencia sempre me deixou confuso, admito que ha muitas pessoas que assim limpam ou escondem uma imagem que poderia ser reveladora de todos os seus defeitos, mas eu defendo que quem gosta de mim tem de me conhecer por completo, ou seja, os piores defeitos assim como todas as possiveis virtudes. Sou o que sou, nao preciso de fazer 30 por uma linha para esconder ou reparar males pelos quais sou responsavel, ha quem lhe chame ingenuidade, eu chamo-te simplicidade. Cada vez estou mais desconfiado das pessoas, das suas vontades, do seu passado, do seu presente, das suas verdades, das suas crencas. Quando conhecemos uma pessoa bem, julgamos saber o que esperar, julgamos conhecer a sua vida, as suas motivacoes, o seus gostos, as suas vontades, as experiencias e sonhos. Mas nao. As pessoas guardam sempre um lado obscuro (nem sempre no sentido negro da palavra) onde so vai quem elas sabem nao as julgar. Deve ser por isso que nao me deixam entrar la, porque eu julgo, todos deviamos julgar. Nao julgar por prepotencia, julgar por amizade, julgar em sentido critico afim de tornar quem gostamos uma melhor pessoa. Julgar porque so assim progredimos. Que sentido tem a vida se esconder os meus desejos e atitudes mais deploraveis? Nenhum, sao eles que construiram parte do que sou, fui ou serei. Detesto duplicidades, detesto olhar para alguem que esta ao meu lado e pensar: “sera que esta pessoa estara amanha a dizer que eu nao presto a pessoas que nem sei que conheco?”, “sera que esta pessoa sai de casa a noite e vai roubar os velhos que procuram um abrigo?”, “sera que esta pessoa se encontra em segredo com a minha namorada enquanto trabalho?”. Nao sabemos com o que contar, odeio isso.
Eu sei quem sou, nao sou melhor nem pior do que nenhuma outra pessoa. Sou diferente, e isso faz de mim a pessoa que sou. Mesmo para alguem que me conhece ha pouco tempo, sabe dos meus defeitos, e se eh meu amigo/a eh porque me respeita e eh capaz de conviver com tais problemas. Poderao haver surpresas, porque nos nao somos robots, nao seguimos um padrao de informacao como um computador, mas sabemos o que queremos e o respeito e tranparencia para com os que nos estao proximos sao basicos seja na amizade como no amor.
Tenho dito.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Como disse?
Como eh que se faz quando se esta apaixonado? Canta-se? Chora-se? Faz-se uma surpresa? Fica-se em casa? Como eh que se faz?
segunda-feira, 29 de junho de 2009
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Japao, a descoberta
Estou apaixonado por Tokyo. Pela cidade, pelas pessoas, pela cultura, pelas ruas, pela organizacao, pela comida, por tudo. Um simples dia em Tokyo da para perceber que em Lisboa/Europa estamos ainda no seculo XIX. A tecnologia/creatividade esta presente em tudo o que os japonese poem a mao. O impressionante esta mesmo no facto de tudo estar extremamente coordenado, organizado, limpo e bem conservado. Desde lojas, a passeios, jardins, ruas, edificios, cafes ou restaurantes. Entre bons exemplos do desenvolvimento de Tokyo, estao o sistema electronico das sanitas (muito interessante), onde uma serie de comandos associados ao assento permitem que, com um jacto de agua automatico, se obtenha uma limpeza do traseiro agradavel e fresca, ou ainda o aquecimento do assento para evitar qualquer desconforto na ida a casa de banho.
Outro exemplo curioso, sao os chamados “love hotels”, que podem ser utilizados fora da conjuntura obvia do seu nome. A criacao destes hoteis tem origem nos precos astromicos dos taxis em Tokyo, ora passo a explicar, como a maioria dos habitantes vive longe dos centros (centros de lazer – restaurantes, bares) e o metro/comboio so abre as 5 e meia da manha, estes hoteis foram construidos para facilitar a vida a casais, e nao so, que nao tenham dinheiro para pagar um taxi para casa. Sim os taxis sao mais caros que o aluguer do quarto. Pode-se escolher o quarto atraves de um video sem passar por qualquer recepcao ou contacto directo com uma pessoa afim de evitar embaraco. De referir que, devido ao elevado preco das rendas, a maioria dos jovens vive com os pais e pode tambem utilizar estes hoteis para momentos mais intimos fora do contexto descrito. Ultima curiosidade, para os habitantes de Tokyo nao existem SMS’s, a mensagem escrita eh para eles uma autentica incognita, todos comunicam por e-mail, todos os telemoveis tem acesso a internet e estao preparados para enviar e-mails e comum pesquisa atraves do explorer ou safari. Logicamente eu fiz a triste figura do: “mando-te uma mensagem mais tarde com a morada do restaurante, ok”, “ mandas o que, desculpa?”, funnys estes japunas.
Fora as curiosidades acima descritas, tenho a dizer que comi a grande e a japonesa, tirando 2 refeicoes ocidentais (uma francesa, outra “mediterranica” – seja la o que isso for) comi apenas comida japonesa. Tokyo eh a cidade do mundo com mais restaurantes por metro quadrado, se pensarem que a cidade tem 30 milhoes de habitantes (sim, 3x mais que Portugal inteiro) podem ter uma ideia da quantidade de restaurantes que se podem ver num simples passeio pela cidade. A questao eh que todos eles tem comida fresca e servem maravilhosamente, com um atendimento super profissional e simpatico que da vontade de voltar sempre ao mesmo sitio.
Entre as refeicoes que fiz, na terca comi numa taberna bem ao estilo underground Tokyo com a nova manager para a Coreia, excelente comida tipica japonesa + comi barbatana de tubarao; quarta fui a um restaurante trendy Japones (eles quando dizem trendy nao brincam, eh mesmo trendy) com a rapariga que estava a formar mais a manager da Coreia, a comida estava divinal e provei pela primeira vez o Shochu (semelhante ao Sake mas feito de forma distinta, eh conhecido como o elixir da juventude - http://en.wikipedia.org/wiki/Shochu), adorei. Curiosidade, as mesas estavam todas situadas dentro de pequenos cubiculos ao estilo lusco-fusco japones e chamavas o empregado atraves de um botao.
Ora quinta feira foi talvez o melhor jantar a nivel de qualidade de comida e bebida, o Goncalo chegou de manha e combinei com a Catarina (brasileira nascida na Coreia que eh reporter da Record em Tokyo) irmos jantar juntos. Ela marcou uma mesa num restaurante pelo qual fiquei apaixonado, mesmo conceito de mesas intimas mas com uma seleccao de comida (diferente da que estamos habituados) espetacular e um Shochu de batata que era de chorar por mais. Jantamos eu, a Naho (rapariga que estava a formar), Catarina, Brian (americano, marido da cata), Goncalo e Maiko (namorada do goncalo, japonesa btw), o grupo estava animado pelo shochu, cerveja japonesa e sake, e o jantar foi super divertido, again a comida estava excepcional.
Sexta combinamos jantar com a Marina (rapariga japonesa que fez erasmus comigo e com o Emilio) mais amigas noutra zona diferente de restaurantes, bares e discotecas. O restaurante foi escolhido pela Marina e mais uma vez comemos muito bem, mas o melhor foi o Sake. Serviram o dito cujo dentro de canas de acucar/bamboo, conservando o frio e bebendo o delicioso liquido dentro de copos tambem eles feitos de bamboo. O shochu nao estava tao bom, mas o empregado que nos serviu era simplesmente de chorar a rir, super simpatico e “metedico”. Jantamos eu, Goncalo, Maiko, Marina, Arisa (mais tarde apelidada de Alzira para facilitar a comunicacao) e uma gaja da qual nao me lembro do nome mas extremamente oferecida e bem feita, para nao ser parva. Acabando o jantar fomos encontrar o Bernardo, acabado de chegar e ainda baralhado e ligeiramente chateado (mas nao surpreendido) com o avancar do nosso estado alcoolico para a hora. Bem, passando a frente, encaminhamo-nos pelas animadas ruas de Shibuya ate uma discoteca sugerida pelas locais. Tinha 2 pisos (apesar de elas insistirem que eram 3), com diferentes estilos de musica, desde Pop, Hip-Hop ate a house/electronico. Passamos um bom momento naquele espaco e fomos para o hotel onde no pequeno quarto apenas com uma cama, ficamos os 3 num conforto algo duvidoso.
Sabado era dia de passeio, e tambem de mudanca de hotel. Foi de grande inteligencia decidirmos mudar de hotel, mas antes de descrever o seu conceito, vou contar-vos a caricata cena de despedida do anterior hotel. Ora sabado era dia D para o Goncalo, ia almocar com os pais da Maiko afim de ser “apresentado” a familia. Curiosamente, a minha saida do hotel com o Bernardo e as malas coincidiu com a chegada dos pais da Maiko e a nossa apresentacao foi inevitavel, qual nao eh o meu espanto que ao ver o Bernardo dirigir-se afim de dar um beijinho a mae da Maiko (qual portuga decidido) o Goncalo corre assustado gritando: “nao beijes, nao beijes”. Priceless.
Ora passemos ao novo hotel. Situado perto de Ginza (zona de comercio chique) a recepcao ficava no 16 andar onde decorada num estilo moderno repleto de classe se podia ver a bela vista sobre Tokyo. O nosso quarto estava no 20 andar e era tao discretamente bem decorado como o resto do hotel, muito simpatico, muito mesmo.
O passeio nesse dia estava decidido ha muito e depois de uma curta passagem por Ginza, encaminhamo-nos de metro (eu e Bernardo) para o templo de Akasuka, numa area interessante de Tokyo, ladeado por uma feira repleta de lojas de rua e restaurates, uma longa rua levou-nos ao templo imponente apesar de estar em obras (domage). Pessoalmente acho que todas as religioes sao despreziveis mas mantenho esta estranha atraccao pelo budismo, gosto da purificacao da alma, do cheiro do incenso, da paz e da crenca num destino. Gostei do templo basicamente.
Depois disto, fomos para Harajuku, zona alternativa de Tokyo, repleta de comercio, pequenos cafes e autenticas personagens (as pessoas vestem-se como nunca antes visto) e aqui terminamos o dia por entre uma sessao fotografica no minimo comica, dificil de descrever.
O jantar ficou combinado outra vez com a Catarina, agora perto dos canais da zona sul de Tokyo. O restaurante era muito giro, situado na margem do rio/mar, tinha producao propria de cerveja (que diga-se nao estava nada demais) e ficamos na simpatica esplanada onde jantamos eu, Goncalo, Bernardo, Alzira, Catarina, Brian, Maiko + 2 amigos (um e uma). A comida era agradavel, yet ocidental. Mais tarde fomos a um bar de salsa (ainda nao percebi muito bem fazer o que) e domingo foi dia de acordar e preparar as coisas para voltar para a realidade.
Note: esqueci-me de referir (quase hein), que de tarde comprei uma daquelas gravatas pretas fininhas para ir com a minha camisa branca e fiz uma figura ridicula toda a noite, sem vergonhas.
Quero ir trabalhar para Tokyo.
Outro exemplo curioso, sao os chamados “love hotels”, que podem ser utilizados fora da conjuntura obvia do seu nome. A criacao destes hoteis tem origem nos precos astromicos dos taxis em Tokyo, ora passo a explicar, como a maioria dos habitantes vive longe dos centros (centros de lazer – restaurantes, bares) e o metro/comboio so abre as 5 e meia da manha, estes hoteis foram construidos para facilitar a vida a casais, e nao so, que nao tenham dinheiro para pagar um taxi para casa. Sim os taxis sao mais caros que o aluguer do quarto. Pode-se escolher o quarto atraves de um video sem passar por qualquer recepcao ou contacto directo com uma pessoa afim de evitar embaraco. De referir que, devido ao elevado preco das rendas, a maioria dos jovens vive com os pais e pode tambem utilizar estes hoteis para momentos mais intimos fora do contexto descrito. Ultima curiosidade, para os habitantes de Tokyo nao existem SMS’s, a mensagem escrita eh para eles uma autentica incognita, todos comunicam por e-mail, todos os telemoveis tem acesso a internet e estao preparados para enviar e-mails e comum pesquisa atraves do explorer ou safari. Logicamente eu fiz a triste figura do: “mando-te uma mensagem mais tarde com a morada do restaurante, ok”, “ mandas o que, desculpa?”, funnys estes japunas.
Fora as curiosidades acima descritas, tenho a dizer que comi a grande e a japonesa, tirando 2 refeicoes ocidentais (uma francesa, outra “mediterranica” – seja la o que isso for) comi apenas comida japonesa. Tokyo eh a cidade do mundo com mais restaurantes por metro quadrado, se pensarem que a cidade tem 30 milhoes de habitantes (sim, 3x mais que Portugal inteiro) podem ter uma ideia da quantidade de restaurantes que se podem ver num simples passeio pela cidade. A questao eh que todos eles tem comida fresca e servem maravilhosamente, com um atendimento super profissional e simpatico que da vontade de voltar sempre ao mesmo sitio.
Entre as refeicoes que fiz, na terca comi numa taberna bem ao estilo underground Tokyo com a nova manager para a Coreia, excelente comida tipica japonesa + comi barbatana de tubarao; quarta fui a um restaurante trendy Japones (eles quando dizem trendy nao brincam, eh mesmo trendy) com a rapariga que estava a formar mais a manager da Coreia, a comida estava divinal e provei pela primeira vez o Shochu (semelhante ao Sake mas feito de forma distinta, eh conhecido como o elixir da juventude - http://en.wikipedia.org/wiki/Shochu), adorei. Curiosidade, as mesas estavam todas situadas dentro de pequenos cubiculos ao estilo lusco-fusco japones e chamavas o empregado atraves de um botao.
Ora quinta feira foi talvez o melhor jantar a nivel de qualidade de comida e bebida, o Goncalo chegou de manha e combinei com a Catarina (brasileira nascida na Coreia que eh reporter da Record em Tokyo) irmos jantar juntos. Ela marcou uma mesa num restaurante pelo qual fiquei apaixonado, mesmo conceito de mesas intimas mas com uma seleccao de comida (diferente da que estamos habituados) espetacular e um Shochu de batata que era de chorar por mais. Jantamos eu, a Naho (rapariga que estava a formar), Catarina, Brian (americano, marido da cata), Goncalo e Maiko (namorada do goncalo, japonesa btw), o grupo estava animado pelo shochu, cerveja japonesa e sake, e o jantar foi super divertido, again a comida estava excepcional.
Sexta combinamos jantar com a Marina (rapariga japonesa que fez erasmus comigo e com o Emilio) mais amigas noutra zona diferente de restaurantes, bares e discotecas. O restaurante foi escolhido pela Marina e mais uma vez comemos muito bem, mas o melhor foi o Sake. Serviram o dito cujo dentro de canas de acucar/bamboo, conservando o frio e bebendo o delicioso liquido dentro de copos tambem eles feitos de bamboo. O shochu nao estava tao bom, mas o empregado que nos serviu era simplesmente de chorar a rir, super simpatico e “metedico”. Jantamos eu, Goncalo, Maiko, Marina, Arisa (mais tarde apelidada de Alzira para facilitar a comunicacao) e uma gaja da qual nao me lembro do nome mas extremamente oferecida e bem feita, para nao ser parva. Acabando o jantar fomos encontrar o Bernardo, acabado de chegar e ainda baralhado e ligeiramente chateado (mas nao surpreendido) com o avancar do nosso estado alcoolico para a hora. Bem, passando a frente, encaminhamo-nos pelas animadas ruas de Shibuya ate uma discoteca sugerida pelas locais. Tinha 2 pisos (apesar de elas insistirem que eram 3), com diferentes estilos de musica, desde Pop, Hip-Hop ate a house/electronico. Passamos um bom momento naquele espaco e fomos para o hotel onde no pequeno quarto apenas com uma cama, ficamos os 3 num conforto algo duvidoso.
Sabado era dia de passeio, e tambem de mudanca de hotel. Foi de grande inteligencia decidirmos mudar de hotel, mas antes de descrever o seu conceito, vou contar-vos a caricata cena de despedida do anterior hotel. Ora sabado era dia D para o Goncalo, ia almocar com os pais da Maiko afim de ser “apresentado” a familia. Curiosamente, a minha saida do hotel com o Bernardo e as malas coincidiu com a chegada dos pais da Maiko e a nossa apresentacao foi inevitavel, qual nao eh o meu espanto que ao ver o Bernardo dirigir-se afim de dar um beijinho a mae da Maiko (qual portuga decidido) o Goncalo corre assustado gritando: “nao beijes, nao beijes”. Priceless.
Ora passemos ao novo hotel. Situado perto de Ginza (zona de comercio chique) a recepcao ficava no 16 andar onde decorada num estilo moderno repleto de classe se podia ver a bela vista sobre Tokyo. O nosso quarto estava no 20 andar e era tao discretamente bem decorado como o resto do hotel, muito simpatico, muito mesmo.
O passeio nesse dia estava decidido ha muito e depois de uma curta passagem por Ginza, encaminhamo-nos de metro (eu e Bernardo) para o templo de Akasuka, numa area interessante de Tokyo, ladeado por uma feira repleta de lojas de rua e restaurates, uma longa rua levou-nos ao templo imponente apesar de estar em obras (domage). Pessoalmente acho que todas as religioes sao despreziveis mas mantenho esta estranha atraccao pelo budismo, gosto da purificacao da alma, do cheiro do incenso, da paz e da crenca num destino. Gostei do templo basicamente.
Depois disto, fomos para Harajuku, zona alternativa de Tokyo, repleta de comercio, pequenos cafes e autenticas personagens (as pessoas vestem-se como nunca antes visto) e aqui terminamos o dia por entre uma sessao fotografica no minimo comica, dificil de descrever.
O jantar ficou combinado outra vez com a Catarina, agora perto dos canais da zona sul de Tokyo. O restaurante era muito giro, situado na margem do rio/mar, tinha producao propria de cerveja (que diga-se nao estava nada demais) e ficamos na simpatica esplanada onde jantamos eu, Goncalo, Bernardo, Alzira, Catarina, Brian, Maiko + 2 amigos (um e uma). A comida era agradavel, yet ocidental. Mais tarde fomos a um bar de salsa (ainda nao percebi muito bem fazer o que) e domingo foi dia de acordar e preparar as coisas para voltar para a realidade.
Note: esqueci-me de referir (quase hein), que de tarde comprei uma daquelas gravatas pretas fininhas para ir com a minha camisa branca e fiz uma figura ridicula toda a noite, sem vergonhas.
Quero ir trabalhar para Tokyo.
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Japao, em busca do desconhecido
Carissimos, o bebe esta de partida para Tokyo. Regresso no Domingo, ate la, por favor sintam a minha falta.
Receio que vou passar uma boa semana. Trabalho durante o dia, recreio de noite. Estou contente por Goncalo, Filipe e, se calhar, Bernardo virem quinta acompanhar-me na descoberta (ao que me disseram super interessante) do Japao moderno.
Receio que vou passar uma boa semana. Trabalho durante o dia, recreio de noite. Estou contente por Goncalo, Filipe e, se calhar, Bernardo virem quinta acompanhar-me na descoberta (ao que me disseram super interessante) do Japao moderno.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Elevadores emocionalmente inteligentes
Ontem reparei numa situacao curiosa, sempre que entro num elevador carrego primeiro no botao do andar onde me encontro e depois no botao do andar para onde quero ir. Sei que eh um bocado Miguel Amaral, mas de facto para mim faz mais sentido fazer as coisas desta forma. As maquinas na minha optica tem inteligencia emocial, nao sei explicar. Mesmo que se trate de um processo mecanico para mim tem de fazer sentido na alma. Whatever...
Um dia andarei num elevador que funciona a minha maneira. Tem muito mais sentido seus praticos de merda.
Um dia andarei num elevador que funciona a minha maneira. Tem muito mais sentido seus praticos de merda.
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Hino aos Velhos
Conheço pouco sobre os velhos.
Sim, as pessoas de idade que compram o jornal de manha e se sentam nos bancos de jardim todo dia. Sim, os que jogam cartas viciados trocando frases incompreensíveis para os demais. Sim, os que por motivos de saúde ou por despeito viajam sentados nos transportes públicos. Eles, os velhos.
Eles que carregam a nossa história. Sim, os que precisam de fraldas por sofrerem de incontinência. Sim, eles. Eles, que nos cabelos gastos nos trazem o passado. Eles , que nas velhas mãos nos mostram o sofrimento do presente. Eles , que nos olhos cansados reflectem o futuro. Eles, os velhos.
Eles que praguejam contra a evolução. Sim, os que insultam a juventude perdida. Eles, que fumam por fumar. Eles que são a voz da experiencia, eles que sabem o que nunca saberemos. Sim, os que viveram durante guerras, os que viveram num mundo sem poluição. Sim, eles que inventaram o que utilizamos. Eles, os velhos.
Nós não respeitamos os velhos. Sim, nós somos cruéis. Nós não reconhecemos o que fizeram por nós. Sim, nós ignoramos os velhos. Eles que nos deram o chao que pisamos. Eles que não se conheceram na internet. Sim, eles que jogavam ao pião. Sim, eles que se encontravam ás escondidas com as namoradas nos jardins. Eles, os velhos.
Nós os sabichões. Nós os eternos precoces. Nós a juventude sem rumo. “Eles têm sempre razão?”. Eles, os velhos, transportam a razão. Eles sabem. E nós? Nós não os ouvimos. Nós jogamos nas consolas. Nós consumimos os programas na televisão. Nós falamos a desconhecidos através de um monitor. Nós? Nós não sabemos nada.
Sim, as pessoas de idade que compram o jornal de manha e se sentam nos bancos de jardim todo dia. Sim, os que jogam cartas viciados trocando frases incompreensíveis para os demais. Sim, os que por motivos de saúde ou por despeito viajam sentados nos transportes públicos. Eles, os velhos.
Eles que carregam a nossa história. Sim, os que precisam de fraldas por sofrerem de incontinência. Sim, eles. Eles, que nos cabelos gastos nos trazem o passado. Eles , que nas velhas mãos nos mostram o sofrimento do presente. Eles , que nos olhos cansados reflectem o futuro. Eles, os velhos.
Eles que praguejam contra a evolução. Sim, os que insultam a juventude perdida. Eles, que fumam por fumar. Eles que são a voz da experiencia, eles que sabem o que nunca saberemos. Sim, os que viveram durante guerras, os que viveram num mundo sem poluição. Sim, eles que inventaram o que utilizamos. Eles, os velhos.
Nós não respeitamos os velhos. Sim, nós somos cruéis. Nós não reconhecemos o que fizeram por nós. Sim, nós ignoramos os velhos. Eles que nos deram o chao que pisamos. Eles que não se conheceram na internet. Sim, eles que jogavam ao pião. Sim, eles que se encontravam ás escondidas com as namoradas nos jardins. Eles, os velhos.
Nós os sabichões. Nós os eternos precoces. Nós a juventude sem rumo. “Eles têm sempre razão?”. Eles, os velhos, transportam a razão. Eles sabem. E nós? Nós não os ouvimos. Nós jogamos nas consolas. Nós consumimos os programas na televisão. Nós falamos a desconhecidos através de um monitor. Nós? Nós não sabemos nada.
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