Ontem reparei numa situacao curiosa, sempre que entro num elevador carrego primeiro no botao do andar onde me encontro e depois no botao do andar para onde quero ir. Sei que eh um bocado Miguel Amaral, mas de facto para mim faz mais sentido fazer as coisas desta forma. As maquinas na minha optica tem inteligencia emocial, nao sei explicar. Mesmo que se trate de um processo mecanico para mim tem de fazer sentido na alma. Whatever...
Um dia andarei num elevador que funciona a minha maneira. Tem muito mais sentido seus praticos de merda.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Hino aos Velhos
Conheço pouco sobre os velhos.
Sim, as pessoas de idade que compram o jornal de manha e se sentam nos bancos de jardim todo dia. Sim, os que jogam cartas viciados trocando frases incompreensíveis para os demais. Sim, os que por motivos de saúde ou por despeito viajam sentados nos transportes públicos. Eles, os velhos.
Eles que carregam a nossa história. Sim, os que precisam de fraldas por sofrerem de incontinência. Sim, eles. Eles, que nos cabelos gastos nos trazem o passado. Eles , que nas velhas mãos nos mostram o sofrimento do presente. Eles , que nos olhos cansados reflectem o futuro. Eles, os velhos.
Eles que praguejam contra a evolução. Sim, os que insultam a juventude perdida. Eles, que fumam por fumar. Eles que são a voz da experiencia, eles que sabem o que nunca saberemos. Sim, os que viveram durante guerras, os que viveram num mundo sem poluição. Sim, eles que inventaram o que utilizamos. Eles, os velhos.
Nós não respeitamos os velhos. Sim, nós somos cruéis. Nós não reconhecemos o que fizeram por nós. Sim, nós ignoramos os velhos. Eles que nos deram o chao que pisamos. Eles que não se conheceram na internet. Sim, eles que jogavam ao pião. Sim, eles que se encontravam ás escondidas com as namoradas nos jardins. Eles, os velhos.
Nós os sabichões. Nós os eternos precoces. Nós a juventude sem rumo. “Eles têm sempre razão?”. Eles, os velhos, transportam a razão. Eles sabem. E nós? Nós não os ouvimos. Nós jogamos nas consolas. Nós consumimos os programas na televisão. Nós falamos a desconhecidos através de um monitor. Nós? Nós não sabemos nada.
Sim, as pessoas de idade que compram o jornal de manha e se sentam nos bancos de jardim todo dia. Sim, os que jogam cartas viciados trocando frases incompreensíveis para os demais. Sim, os que por motivos de saúde ou por despeito viajam sentados nos transportes públicos. Eles, os velhos.
Eles que carregam a nossa história. Sim, os que precisam de fraldas por sofrerem de incontinência. Sim, eles. Eles, que nos cabelos gastos nos trazem o passado. Eles , que nas velhas mãos nos mostram o sofrimento do presente. Eles , que nos olhos cansados reflectem o futuro. Eles, os velhos.
Eles que praguejam contra a evolução. Sim, os que insultam a juventude perdida. Eles, que fumam por fumar. Eles que são a voz da experiencia, eles que sabem o que nunca saberemos. Sim, os que viveram durante guerras, os que viveram num mundo sem poluição. Sim, eles que inventaram o que utilizamos. Eles, os velhos.
Nós não respeitamos os velhos. Sim, nós somos cruéis. Nós não reconhecemos o que fizeram por nós. Sim, nós ignoramos os velhos. Eles que nos deram o chao que pisamos. Eles que não se conheceram na internet. Sim, eles que jogavam ao pião. Sim, eles que se encontravam ás escondidas com as namoradas nos jardins. Eles, os velhos.
Nós os sabichões. Nós os eternos precoces. Nós a juventude sem rumo. “Eles têm sempre razão?”. Eles, os velhos, transportam a razão. Eles sabem. E nós? Nós não os ouvimos. Nós jogamos nas consolas. Nós consumimos os programas na televisão. Nós falamos a desconhecidos através de um monitor. Nós? Nós não sabemos nada.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Um fim de semana
Mais um fim de semana passou e deixou marcas de habitual cansaco. Supostamente, o fim de semana eh para descansar, mas nao os meus fins de semana, com certeza.
Sexta feira sai do trabalho ja tarde (nao deu para ir ao ginasio) e apos curta troca de indromentaria, fui fazer tempo a casa da Alice por entre umas cervejas e uma agradavel conversa com um amigo brasileiro da anfitria (Bruno de seu nome). Havia festa brasileira na praia a noite, festa essa que iria comecar as 8h mas isto de combinar horas, etc com uma brasileira e 2 italianos obviamente da asneira. Fomos, so, dar um abraco a um colega de trabalho deles que fazia anos, mas o rapaz acabou por chegar atrasado umas 2 horas (e ainda acompanhado com o que poderia facilmente considerar-se uma filha do presidente da camara da Tailandia) e, consequentemente, nos so chegamos a South Bay (praia onde a festa se desenrolava) perto da meia noite e meia. A festa estava pelas ruas da amargura mas com a Alice a ir para tras do bar fazer super caipinhas de morango e numa boa seleccao de musica em conjunto com o DJ mudamos ligeiramente o rumo das coisas. Acabou cedo a festa e terminei em casa da Alice num cenario depressivo entre uma bela pasta preparada pelo Andrea com a Alice a dormir profundamente na cama.
Ora, sabado queriamos ir a praia. E fomos, andamos pela costa a passear ate Repulse Bay. Nao chegamos praticamente a tocar a areia, ficamos na conversa (eu, Antonio e Filipe) ate as 7h30 junto ao “paredao” (eh o unico nome que me vem a cabeca para aquela rua junto a areia). Jantamos na varanda do Filipe umas pizzas (ja acompanhados pelo Goncalo), com vinho branco portugues terminando num whiskyzinho em jeito de digestivo. Fomos para o Azure (estou farto daquilo) encontrarmo-nos com o Mantero e a Madalena e, para ser honesto, o unico momento engracado foi passar por marroquino ao falar com a amiga da Madalela meio francesa meio polaca. Mais engracado eh que ela misturava ingles e frances a falar comigo no meio da barulhada do bar e eu nao percebia nada mas ela nao se calava. Para este ter sido o momento alto imaginem. Tinha torneio de futebol as 9 da manha de Domingo e o indicado seria ir para casa, mas nao. Fomos para Wanchai (good old Wanchai). Acabamos num bar/discoteca muito estranho onde a mais feia das filipinas presentes fez questao de dancar o mais perto possivel da minha pessoa e, por entre uma conversa que nao entendi, o Filipe ja estava prestes a por uma amiga e a respectiva em minha casa. Eu nesta altura sorria com cara de estupido porque nao percebia nada, ate que finalmente nada se passou porque a mais feia nao tinha passaporte (gracas a deus). Conclusao, cheguei a casa quase as 7 da manha e logicamente, nao acordei para o torneio. Era a ultima fase e acabamos por ganhar a taca shield, fiquei MUITO chateado comigo proprio.
Domingo foi muito bem passado em Lantau (mesmos criminosos, eu, Antonio e Filipe), acabando na praia de Discovery Bay a jogar um belo futebol. De referir que esta zona eh perfeita para viver em familia, eh uma especie de condominio gigante, com casas com vista para o mar, zona de restaurantes com esplada junto a praia, courts de tenis, jardins, sem transito automovel (so transportes publicos e residentes podem circular), e ainda com ferry directo para central. Qualidade de vida, eh o que vos digo. Um dia vou morar la (ou repulse bay, a estudar).
Sexta feira sai do trabalho ja tarde (nao deu para ir ao ginasio) e apos curta troca de indromentaria, fui fazer tempo a casa da Alice por entre umas cervejas e uma agradavel conversa com um amigo brasileiro da anfitria (Bruno de seu nome). Havia festa brasileira na praia a noite, festa essa que iria comecar as 8h mas isto de combinar horas, etc com uma brasileira e 2 italianos obviamente da asneira. Fomos, so, dar um abraco a um colega de trabalho deles que fazia anos, mas o rapaz acabou por chegar atrasado umas 2 horas (e ainda acompanhado com o que poderia facilmente considerar-se uma filha do presidente da camara da Tailandia) e, consequentemente, nos so chegamos a South Bay (praia onde a festa se desenrolava) perto da meia noite e meia. A festa estava pelas ruas da amargura mas com a Alice a ir para tras do bar fazer super caipinhas de morango e numa boa seleccao de musica em conjunto com o DJ mudamos ligeiramente o rumo das coisas. Acabou cedo a festa e terminei em casa da Alice num cenario depressivo entre uma bela pasta preparada pelo Andrea com a Alice a dormir profundamente na cama.
Ora, sabado queriamos ir a praia. E fomos, andamos pela costa a passear ate Repulse Bay. Nao chegamos praticamente a tocar a areia, ficamos na conversa (eu, Antonio e Filipe) ate as 7h30 junto ao “paredao” (eh o unico nome que me vem a cabeca para aquela rua junto a areia). Jantamos na varanda do Filipe umas pizzas (ja acompanhados pelo Goncalo), com vinho branco portugues terminando num whiskyzinho em jeito de digestivo. Fomos para o Azure (estou farto daquilo) encontrarmo-nos com o Mantero e a Madalena e, para ser honesto, o unico momento engracado foi passar por marroquino ao falar com a amiga da Madalela meio francesa meio polaca. Mais engracado eh que ela misturava ingles e frances a falar comigo no meio da barulhada do bar e eu nao percebia nada mas ela nao se calava. Para este ter sido o momento alto imaginem. Tinha torneio de futebol as 9 da manha de Domingo e o indicado seria ir para casa, mas nao. Fomos para Wanchai (good old Wanchai). Acabamos num bar/discoteca muito estranho onde a mais feia das filipinas presentes fez questao de dancar o mais perto possivel da minha pessoa e, por entre uma conversa que nao entendi, o Filipe ja estava prestes a por uma amiga e a respectiva em minha casa. Eu nesta altura sorria com cara de estupido porque nao percebia nada, ate que finalmente nada se passou porque a mais feia nao tinha passaporte (gracas a deus). Conclusao, cheguei a casa quase as 7 da manha e logicamente, nao acordei para o torneio. Era a ultima fase e acabamos por ganhar a taca shield, fiquei MUITO chateado comigo proprio.
Domingo foi muito bem passado em Lantau (mesmos criminosos, eu, Antonio e Filipe), acabando na praia de Discovery Bay a jogar um belo futebol. De referir que esta zona eh perfeita para viver em familia, eh uma especie de condominio gigante, com casas com vista para o mar, zona de restaurantes com esplada junto a praia, courts de tenis, jardins, sem transito automovel (so transportes publicos e residentes podem circular), e ainda com ferry directo para central. Qualidade de vida, eh o que vos digo. Um dia vou morar la (ou repulse bay, a estudar).
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Amor escondido
Sentado no meu quarto oiço a tua doce voz e finjo conversas intimas. Imagino o teu olhar carinhoso reflectido nos meus olhos apaixonados, deixo-me levar pela música dos teus delicados gestos. Denuncio-te a minha loucura enquanto sinto a tua pequena mão passear na minha cara de felicidade. Vejo-nos em sonhos, sentados num qualquer banco de jardim, cobertos por uma lua de contrastes perfeitos que ilumina o cenário platónico construído na minha solidão de romantismo utópico. Respiro fundo, desenho as tuas longas pernas entrelaçadas numa posição envergonhada e pinto a doçura das tuas bochechas rosadas. Vejo na sombra uma rosa vermelha deixar escorregar lentamente uma minúscula gota de água no teu ombro despido. Abraço-te apaixonado e fotografo-nos apertados num beijo eterno.
Sozinho no meu quarto vejo repetidamente esse jardim, os meus lábios guardam o imaginário beijo ao cair da lua nos teus cabelos morenos. Tremo de imaginar o teu sorriso e em segredo sigo-te em longas tardes de solidão. Caminho com o teu perfume em lentos passos, gravando as tuas costas nuas no meu pequeno caderno de bolso. Em silêncio observo da minha cama as estrelas. Tenho a impressão que somos velhos conhecidos.
Sozinho no meu quarto vejo repetidamente esse jardim, os meus lábios guardam o imaginário beijo ao cair da lua nos teus cabelos morenos. Tremo de imaginar o teu sorriso e em segredo sigo-te em longas tardes de solidão. Caminho com o teu perfume em lentos passos, gravando as tuas costas nuas no meu pequeno caderno de bolso. Em silêncio observo da minha cama as estrelas. Tenho a impressão que somos velhos conhecidos.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Dragon Boat Festival
Dragon Boat Festival consiste num feriado mitologico chines onde a principal atraccao eh uma corrida de barcos (Drangon Boat precisamente, deporto oficial incluido nos World Games) que representa uma homenagem a um famoso poeta chines que se suicidou no ano 278 AC (dos primeiros poetas conhecidos da historia do mundo). Para mais detalhes consultem o Wikipedia: http://en.wikipedia.org/wiki/Duanwu_Festival. A maneira mais rapida de obter informacao errada.
Bom, em Hong Kong a corrida tem lugar em Stanley, uma simpatica zona balnear com um famoso mercado na praceta principal. Stanley esta na ilha de HK, a uns 15, 20 minutos de taxi de minha casa. Durante a corrida que decorre na praia principal, estao varios barcos (ao estilo de iates, alguns maiores e mais bonitos do que outros) que sao alugados por empresas, equipas, bares, etc. e que estao atracados ao largo em posicao previligiada para ver as corridas. A convite do Bernardo, membro de uma das equipa (Los Chiles, equipa originalmente mexicana), eu e o Antonio fomos convidados para o respectivo barco que eles alugaram para amigos e membros dos Los Chiles. O barco era grande q.b. com comida e, mais importante, bebida a descricao (por bebida entende-se coronas, vinho e tequilha). Tinha tambem uma mesa de mistura relativamente croma DJ incluido, amigo do pessoal. Acredito que por esta altura quem me conhece ja esta a perceber o que aconteceu, mas nao, foi pior do que voces estao a imaginar.
O mar estava batido e estava a chover ligeiramente, o barco abanava mal pus os pes vindo do taxi boat que nos levou ate la. Nao precisavamos de beber para sentir o efeito, mas bebemos a mesma. Mas nao bebemos muito, bebemos tudo. Entre vinho portugues, coronas e uns shots de tequilha, rapidamente a situacao no barco ficou fora de controle. Bem, la saltei do topo do barco para a agua (a pedido de muitas familias), arriscando levar com um dos inumeros barcos que passavam na cabeca, de referir tambem que a distancia ate a agua ainda era de uns bons 4/5 metros (pelo menos foi essa a impressao que tive). Nao foi assim tao arriscado porque nao fazia ideia do que estava a fazer, mas fica-me bem criar algum drama. Dancamos, abracamo-nos as pessoas (fiz muitos amigos no barquinho), balancamos como gente grande e fizemos ali relacoes para a vida toda (Antonio se me estas a ouvir, sabes do que falo).
A festa no barco terminou perto das 6 da tarde com a delirante vitoria da equipa dos Los Chiles no combate entre 7os lugares. Entre os vencedores estava o Bernardo o que nos encheu de orgulho. A continuacao dos festejos fez-se na rua principal de stanley, os bares estavam apinhados e montaram um palco com uma banda ao vivo que animou bastante os animos. Para ser sincero nao me lembro muito bem dos pormenores, as ultimas 3 cenas que tenho na cabeca sao (por ordem de embaraco, da menor para a maior): 1) dancar o Mr. Brightside descalco no meio da rua agarrado a duas novas amizades alemas com a mochila do Rafael (ainda nao percebi porque a carreguei); 2) beber metade da tequilha que estava dentro da taca entre 2 penaltys com a cara do mexicano desesperado pensando que eu ia desta para melhor (mas nao fui, segurei-me forte e feio nos meus amigos mais recentes); 3) a chegada da pobre Alice com a mae (tinham ido ver as corridas/festa e vinham de um jantar calmo) deparando-se com a minha figura absolutamente hilariante. Calcoes de banho, meio descalco, mala dourada (de senhora, uma amiga de Jesus indonesia que conheci no barco), uma corona em cada mao e encharcado dos pes a cabeca. Foi sem duvida o melhor momento para conhecer um familiar de uma grande amiga, seguramente que fiquei no coracao da familia.
Resumindo, belo feriado. De referir que fui trabalhar no dia seguinte, estava fresco como uma alface.
Bom, em Hong Kong a corrida tem lugar em Stanley, uma simpatica zona balnear com um famoso mercado na praceta principal. Stanley esta na ilha de HK, a uns 15, 20 minutos de taxi de minha casa. Durante a corrida que decorre na praia principal, estao varios barcos (ao estilo de iates, alguns maiores e mais bonitos do que outros) que sao alugados por empresas, equipas, bares, etc. e que estao atracados ao largo em posicao previligiada para ver as corridas. A convite do Bernardo, membro de uma das equipa (Los Chiles, equipa originalmente mexicana), eu e o Antonio fomos convidados para o respectivo barco que eles alugaram para amigos e membros dos Los Chiles. O barco era grande q.b. com comida e, mais importante, bebida a descricao (por bebida entende-se coronas, vinho e tequilha). Tinha tambem uma mesa de mistura relativamente croma DJ incluido, amigo do pessoal. Acredito que por esta altura quem me conhece ja esta a perceber o que aconteceu, mas nao, foi pior do que voces estao a imaginar.
O mar estava batido e estava a chover ligeiramente, o barco abanava mal pus os pes vindo do taxi boat que nos levou ate la. Nao precisavamos de beber para sentir o efeito, mas bebemos a mesma. Mas nao bebemos muito, bebemos tudo. Entre vinho portugues, coronas e uns shots de tequilha, rapidamente a situacao no barco ficou fora de controle. Bem, la saltei do topo do barco para a agua (a pedido de muitas familias), arriscando levar com um dos inumeros barcos que passavam na cabeca, de referir tambem que a distancia ate a agua ainda era de uns bons 4/5 metros (pelo menos foi essa a impressao que tive). Nao foi assim tao arriscado porque nao fazia ideia do que estava a fazer, mas fica-me bem criar algum drama. Dancamos, abracamo-nos as pessoas (fiz muitos amigos no barquinho), balancamos como gente grande e fizemos ali relacoes para a vida toda (Antonio se me estas a ouvir, sabes do que falo).
A festa no barco terminou perto das 6 da tarde com a delirante vitoria da equipa dos Los Chiles no combate entre 7os lugares. Entre os vencedores estava o Bernardo o que nos encheu de orgulho. A continuacao dos festejos fez-se na rua principal de stanley, os bares estavam apinhados e montaram um palco com uma banda ao vivo que animou bastante os animos. Para ser sincero nao me lembro muito bem dos pormenores, as ultimas 3 cenas que tenho na cabeca sao (por ordem de embaraco, da menor para a maior): 1) dancar o Mr. Brightside descalco no meio da rua agarrado a duas novas amizades alemas com a mochila do Rafael (ainda nao percebi porque a carreguei); 2) beber metade da tequilha que estava dentro da taca entre 2 penaltys com a cara do mexicano desesperado pensando que eu ia desta para melhor (mas nao fui, segurei-me forte e feio nos meus amigos mais recentes); 3) a chegada da pobre Alice com a mae (tinham ido ver as corridas/festa e vinham de um jantar calmo) deparando-se com a minha figura absolutamente hilariante. Calcoes de banho, meio descalco, mala dourada (de senhora, uma amiga de Jesus indonesia que conheci no barco), uma corona em cada mao e encharcado dos pes a cabeca. Foi sem duvida o melhor momento para conhecer um familiar de uma grande amiga, seguramente que fiquei no coracao da familia.
Resumindo, belo feriado. De referir que fui trabalhar no dia seguinte, estava fresco como uma alface.
quinta-feira, 28 de maio de 2009
A crise chegou a Wanchai
Nao vos contei um episodio caricato que experenciei a semana passada. Fui ao jantar de anos de uma amiga minha, um jantar simpatico num restaurante tailandes perto de minha casa. Depois do jantar resolvi ir beber umas cervejas (e vodka, admito, mas foi so um copo. Mentira, bebi da garrafa. Desculpem) para o terraco do IFC (dos maiores edificios de HK – senao o maior – foi de onde saltou o Batman no ultimo filme do mesmo. O terraco eh publico, gosto.) com os amigos da Madalena. O que eh que acontece num dia semana quando chega as 2 da manha e estas meio bebido? Sim, vais para Wanchai. Mesmo que nao queiras, vais. E perguntam voces, onde/o que eh Wanchai? Eu explico, para isso estou aqui. Wanchai eh uma zona de HK que se desenvolveu gracas aos bares de prostituicao construidos para assistir os marinheiros que chegavam a terra depois de anos no mar. Agora tem prostituitas mas tambem bares, restaurantes e lojas (acho eu). Bom, estava eu a sair de Wanchai para regressar a casa, caminhava tranquilo na rua procurando um taxi, quando entrei realmente num (loucura em HK, dado 80% dos veiculos nas ruas serem taxis, sim, eh verdade). Ora descansado disse a minha morada de casa (em cantones, eu sei a minha morada em cantones. E nao eh nada facil, Mo Low Miu Guy) quando do nada entra uma rapariga no taxi. Condutor arranca com a dita cuja ao meu lado a gritar que eu tinha de lhe dar 500HKD (cerca de 50EUR). Eu olho para ela e digo que, obviamente, nao a conheco e nao lhe vou dar 500HKD. Ela discute em chines com o condutor do taxi (tudo isto enquanto nos encaminhavamos para minha casa), volta-se para mim e insiste que lhe de 500HKD, eu reitero a minha posicao repito que nao lhe vou pagar absolutamente nada e acrescento que saia do taxi. Nao estou contente. O taxista la para e ela sai no meio do nada (ainda estou para perceber o que foi daquela senhora, mas acho que ela nao se perde, tenho essa sensacao) e o resto do caminho vai a dizer-me num ingles enferrujado que 500HKD eh um excelente preco, que deve ser porque eu sou bonito. “Usually they ask between 1000 and 1500 HKD. You’re a lucky guy, very lucky guy”.
Eh oficial, a crise chegou a prosituicao / Wanchai.
Eh oficial, a crise chegou a prosituicao / Wanchai.
terça-feira, 26 de maio de 2009
Um Quiz para panda ver
Ontem fui a um quiz de beneficiencia, o dinheiro revertia a favor da WWF, em particular para os Pandas. Eu nao gosto de pandas, sao muito quietos, aborrecidos, comem folhas e adoptam permanentemente uma posicao extremamente confortavel. Ok, mas tratava-se de um quiz e o objectivo era acertar umas perguntas e, essencialmente, estimular o divertimento. A nossa equipa era composta por myself, Antonio e Bernardo, digo era porque dado o reduzido numero de participantes na nossa equipa (atencao, poucos mas bons) juntaram-se a nos uma inglesa de olhos rasgados, uma chinesa (de olhos rasgados tambem, caso nao soubessem) e um americano. Todos advogados, uma classe que, pondo de forma simples, desprezo (desculpem Vasco e Filipe, voces sao bons rapazes).
Olhando para a nossa mesa podia pensar-se que a mistura de experiencias, profissoes e culturas fosse uma grande vantagem. Mas nao. Eu e o Antonio fomos honestos, o nosso potencial estava no desporto, geografia europeia e musica. Nao havia muito por onde mexer nestes temas. As raparigas dizeram com ar pretencioso (quase ofensivo) que politica, historia e factos de HK eram o seu forte (que pessoas desinteressantes). Ora, o Bernardo ocupou-se de preencher o mapa da Europa (entre mim, Antonio e Bernardo acertamos 32 em 40 paises, nao esta mal), eu e o Antonio fomos ajudando (note-se que no desporto fomos afundados, as perguntas eram surreais), especialmente na musica onde eramos os unicos interessados. Ora em politica e historia, nepia de ajuda, fomos mais nos do que os nossos advogados a responder, e note-se que o americano conseguiu falhar umas boas 3 perguntas sobre os EUA, fantastico. A grande ajuda dos nosso 3 companheiros foi realmente na historia e factos de HK, eu acertaria umas 3, eles acertaram 9 em 10.
Factos a retirar da experiencia: 200HKD sao demais para estar entre ingleses. Os advogados sao desinteressantes. A cerveja em bares associados a festa de beneficiencia eh cara. Ficamos a meio da tabela (diria sexto lugar) e eu nao gosto de nao estar nos tres primeiros. Os ingleses nao se sabem divertir. Gosto de Wanchai.
Olhando para a nossa mesa podia pensar-se que a mistura de experiencias, profissoes e culturas fosse uma grande vantagem. Mas nao. Eu e o Antonio fomos honestos, o nosso potencial estava no desporto, geografia europeia e musica. Nao havia muito por onde mexer nestes temas. As raparigas dizeram com ar pretencioso (quase ofensivo) que politica, historia e factos de HK eram o seu forte (que pessoas desinteressantes). Ora, o Bernardo ocupou-se de preencher o mapa da Europa (entre mim, Antonio e Bernardo acertamos 32 em 40 paises, nao esta mal), eu e o Antonio fomos ajudando (note-se que no desporto fomos afundados, as perguntas eram surreais), especialmente na musica onde eramos os unicos interessados. Ora em politica e historia, nepia de ajuda, fomos mais nos do que os nossos advogados a responder, e note-se que o americano conseguiu falhar umas boas 3 perguntas sobre os EUA, fantastico. A grande ajuda dos nosso 3 companheiros foi realmente na historia e factos de HK, eu acertaria umas 3, eles acertaram 9 em 10.
Factos a retirar da experiencia: 200HKD sao demais para estar entre ingleses. Os advogados sao desinteressantes. A cerveja em bares associados a festa de beneficiencia eh cara. Ficamos a meio da tabela (diria sexto lugar) e eu nao gosto de nao estar nos tres primeiros. Os ingleses nao se sabem divertir. Gosto de Wanchai.
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